«A forma inteligente de manter as pessoas passivas e obedientes é limitar estritamente o espectro da opinião aceitável, estimulando concomitante e muito intensamente o debate dentro daquele espectro... Isto dá às pessoas a sensação de que o livre pensamento está pujante, e ao mesmo tempo os pressupostos do sistema são reforçados através desses limites impostos à amplitude do debate».Noam Chomsky

"The smart way to keep people passive and obedient is to strictly limit the spectrum of acceptable opinion, but allow very lively debate within that spectrum - even encourage the more critical and dissident views. That gives people the sense that there's free thinking going on, while all the time the presuppositions of the system are being reinforced by the limits put on the range of the debate." – Noam Chomsky

It will reopen now and then.



28 de dezembro de 2006

retalhos da vida dum pequeno patife

(continuação)
Mais assustado que contente, por não ter antes realizado as verdadeiras consequências da malvadez que cometera, esgueirei-me para casa, sem me despedir do meu amigo.
Um mês depois, passámos a viver naquele cobiçado primeiro andar.
Os meus velhotes ficaram radiantes, já se vê!
E, talvez por isso, nunca lhes contei toda a verdade.
Nunca souberam que o filho, afinal, ao contrário do que pensavam, não era flor que se cheirasse.
Agora, em homenagem ao meu esforço para me tornar melhor pessoa, peço aqui desculpa, publicamente, ao sr. engenheiro e esposa, meus ex-vizinhos... pelo sim, pelo não... uma vez que já "partiram".
Fim- Xequim Sêco

gil

3 comentários:

Anónimo disse...

rafael - alentejano

sobralrafael@hotmail.com

sobralrafael@netvisao.pt

Rafa disse...

Los niños nunca saben el verdadero alcance de sus actos, o mejor dicho, casi nunca.
Descansa tranquilo, el ingeniero no tuvo problemas para encontrar otra casa, seguro.
Gracias por tu paseo por mis playas abandonadas.

Jorge G disse...

Muito interessante este teu "retalhos da vida de um pequeno patife".
Aliás, os três blogues revelam bom-gosto e qualidade de escrita.
Zé Lérias, como não tenho o teu mail e desconheço se voltarás ao local onde deixaste o teu último comentário sobre acidentes de viação, n'O sino da Aldeia, vou pedir-te, eu sim, desculpa de usar este meio para transcrever o que te respondi.

Aqui vai (e desculpa ser tão longo):

Jorge G disse...
ZÉ LÉRIAS:

"Falta-nos reganhar a auto-estima e partir para o futuro."
Não posso estar mais de acordo com a frase que usaste para resumir os motivos do comportamento disruptivo de muitos condutores de automóveis portugueses, em Portugal.

Aceito e agradeço o que acrescentaste à minha reflexão, esta saída um tanto em golfadas e não tanto num amadurecimento exaustivo sobre o assunto em causa.

Há apenas um pequeno ponto que gostaria de deixar mais claro: é que eu também acho que não se podem esperar milagres dos instrutores de condução, como não se pode querer que a escola, os professores, se substituam aos pais e avós. Mas o ponto forte é a política de instrução ou de educação. Essa é que me parece completamente errada e obsoleta, gerando uma prática repressiva de caça ao dinheiro.
Zé Lérias, já conduzi em muitos países da Europa, acredita. Na Suécia, na Áustria ou na Suiça, andei em fila nas auto-estradas porque ninguém, mas ninguém mesmo ultrapassava. Íamos todos uns atrás dos outros, como se se tratasse de um passeio em caravana familiar, e isto porque todos respeitávamos os limites de velocidade, seguindo à mesma que era permitida. Sem stress, sem insultos, sem acidentes, e sem brigadas policiais. Mas os suecos, austríacos e suiços têm uma educação de base que lhes permite classificar o automóvel como um meio de transporte para os levar ao destino; não como um meio de afirmação de complexos de inferioridade intelectual e civilizacional para os transportar numa aventura de riscos incalculáveis para todos os utentes das estradas.

Para terminar, não digo que o peso das coimas não possa desmotivar alguns à prática de manobras arrepiantes de inconsciência e periculosidade.
Mas, antes dessas medidas ou, no mínimo, concomitantemente, outra acções no ensino e na prevenção deveriam ser tomadas.
Porque é das nossas vidas que se trata!

Só gostaria ainda de te felicitar pelo trabalho , bom-gosto e correcção linguística patentes nos teus três blogues, que hoje pela manhâ, sem pressas, tive a ocasião e o prazer de visitar. O tempo não nos permite ler o trabalho de muitos bons blogues e, por isso, alguns ficam por ler com maior assiduidade. No teu caso, passate para a minha lista de prioritários.
Parabéns...e, por favor, não me trates por você que me fazes velho (só tenho 54!).
"Desculpas pelo atrevimento", pedes tu.
Que atrevimento? O de seres correcto e bem-educado, apresentando desse modo os teus argumentos? Meu caro Zé Lérias, ou és pessoa da minha geração, ou mesmo anterior, ou fazes parte de um grupo em perigosa e triste extinção em Portugal.
Gostei muito da tua contribuição.
Muito obrigado.

Um abraço e o desejo de Felicidades, seja em 2007 ou em que ano for!
Jorge G - o sineiro

Domingo, Dezembro 31, 2006 9:00:08 AM


UM ABRAÇO AMIGO.
Jorge Guedes