"Portugal é uma Chácara", dizia ele, com seu ar carrancudo de anti-comunista convicto.
Dizía isso para me irritar. Ele sabia como "levar-me aos arames".
Hoje, decorridos muitos anos depois da sua "partida", tenho que reconhecer que que o meu amigo tinha razão.
Mas a culpa não é do País . A culpa é da maioria dos portugueses.
Enquanto consentirmos, votando, que se cometam arbitrariedades (em defesa de interesses ideológicos, políticos e económicos das minorias), não podemos considerar-nos cidadãos de corpo inteiro.
Ideologicamente, Sousa Lara (o tal das negociatas da "Moderna"), num governo de Cavaco Silva, cometeu, há tempos, um tremendo crime cultural.
Ao negar-se a apresentar a candidatura de José Saramago ao Prémio Nobel, só (?) porque este escreveu um livro cujo título (O Evangelho segundo Jesus Cristo) não lhe agradava, cometeu uma "revanche" bacôca, sem precedentes.
Pacoviamente, agora ao nível da blogolândia, temos seguidores de Sousa Lara:
Hoje li, por acaso, um "comment" sobre o nosso Prémio Nobel, postado em 28.12.2006, que nos define bem, a quase todos nós:
-" É uma opinião. Para mim, alguém que é comuna é à partida má pessoa antes de tudo!(...) ".
O que me valeu foi ter lido a seguir, para meu conforto, o que singela e signigicativamente fizeram ao nosso Saramago, numa cidade de Espanha.












