«A forma inteligente de manter as pessoas passivas e obedientes é limitar estritamente o espectro da opinião aceitável, estimulando concomitante e muito intensamente o debate dentro daquele espectro... Isto dá às pessoas a sensação de que o livre pensamento está pujante, e ao mesmo tempo os pressupostos do sistema são reforçados através desses limites impostos à amplitude do debate».Noam Chomsky

"The smart way to keep people passive and obedient is to strictly limit the spectrum of acceptable opinion, but allow very lively debate within that spectrum - even encourage the more critical and dissident views. That gives people the sense that there's free thinking going on, while all the time the presuppositions of the system are being reinforced by the limits put on the range of the debate." – Noam Chomsky

It will reopen now and then.



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18 de março de 2007

O pesadelo (Wrong Way)


Esta noite tive um pesadelo.

Sonhei com um país com o qual Portugal não podia manter relações comerciais.

Um país onde, por um lado, havia restrições (em catadupa) destinadas aos mais desfavorecidos e, por outro, havia o alargamento de regalias de que gozavam apenas pequenas minorias.

Para os primeiros, eram maternidades que fechavam; eram serviços de urgência que encerravam; eram consulados que desapareciam; eram impostos e preços de bens que subiam; eram ordenados congelados; eram fábricas que se deslocalizavam; eram empregos que faltavam; eram... etc., etc.

Para os segundos, eram os elevados privilégios fiscais que se mantinham; era a melhoria das leis para defesa dos seus interesses; eram promessas de virem a gerir os serviços nacionais de saúde; eram... etc., etc.

Nesse pesadelo dei comigo a perguntar-me:

"Como seria este país se todos, os que ainda têm emprego, deixassem de trabalhar durante seis meses e passassem a sustentar os seus filhos através da sua força de trabalho, por conta própria, na lavoura ou na pesca ?"

Estava certo de que o país pararia, literalmente.

Mas seria que o país se desmonorava se apenas patrões e muitos políticos fossem de férias?

Não, não paralizaria. Funcionaria com menos burocracia, talvez um pouco anarquicamente, mas funcionaria.

Por isso apeteceu-me, nesse pesadelo, dizer a quem nos governava e a quem nos empregava:

"Tenham cuidado rapazes, olhem que nós podemos acordar!"

História do Fado: AQUI