«A forma inteligente de manter as pessoas passivas e obedientes é limitar estritamente o espectro da opinião aceitável, estimulando concomitante e muito intensamente o debate dentro daquele espectro... Isto dá às pessoas a sensação de que o livre pensamento está pujante, e ao mesmo tempo os pressupostos do sistema são reforçados através desses limites impostos à amplitude do debate».Noam Chomsky

"The smart way to keep people passive and obedient is to strictly limit the spectrum of acceptable opinion, but allow very lively debate within that spectrum - even encourage the more critical and dissident views. That gives people the sense that there's free thinking going on, while all the time the presuppositions of the system are being reinforced by the limits put on the range of the debate." – Noam Chomsky

It will reopen now and then.



25 de janeiro de 2007

rãs ribeirinhas, ratazanas, rabequinhas, rabos-ruivo


Rabosana rabdomântica raciocinativa, resolvi rever remansado ribeiro regando relva recreatória reclamadamente radiactiva.
Radicadas rãs ribeirinhas, ratos-cego, ratazanas, rabequinhas, rabos-ruivo rabigos, rabiavam-se, rafados.
Receei revê-los, radiactivos, recriando-se.
Radiouvinte renitente, reescutei resumo radiofónico referente reiterada reclamação.
Revelava-se:
-"Reclamação requer revisão. Radiactividade reencontrada. Relva regularmente regada revelou relevante resultado radiactivo. Receio recrudescente, ratifica razão recriminadora".
Reconfirmado.
Resoluta, resolvi retirar-me.
Reconhecendo-me rapariga raquítica, requisitei radiografia rápida receando relevantes resultados repercutentes.
Relva regada retem resíduos radiactivos, recorrentemente.
Relapsa, reivindico: -Retirem relva recontaminada rapidamente!

'Zdéfa Fava(Engª. Obras feitas)
gil

24 de janeiro de 2007

anelo

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gil

16 de janeiro de 2007

Mais gente de pêlo na venta

Não nos bastava sermos os últimos em quase tudo o que é relevante e os primeiros em quase tudo o que é negativo!

Em quase tudo, porque pensava que, neste país de Abril saído, ainda nos restava a Justiça, o Ensino e pouco mais, para não sentirmos alguma vergonha de estarmos aqui.

Admito que sejam casos pontuais, os que se têm passado neste país desde há um ano a esta parte e aos quais me referi, em devido tempo, noutro blog.

Mas, mesmo assim, não deixam de ser sintomáticos e inquietantes estes e outros sinais que vemos, ouvimos e lemos, quais trombetas anunciadoras de próximas desgraças, fechando o cerco às muralhas da nossa esperança.

O tema do poste anterior era sobre crianças e este sobre crianças é.

Em 12.06.2006, Tânia Laranjo, no Jornal "O Públco", escrevia:

"Responsável de lar de Setúbal absolvida de maus tratos.

Supremo considera lícitos "correctivos" corporais dados a crianças deficientes.

O PÚBLICO avança hoje que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) considerou "aceitável" o comportamento da responsável de um lar de crianças deficientes de Setúbal, indiciada por maus tratos, nomeadamente por dar palmadas e estaladas aos menores e por fechá-los em quartos escuros quando se recusavam a comer."

Notícia que aqui fica de novo, para que conste.

15 de janeiro de 2007

flor em azul


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8 de janeiro de 2007

Professoras de pêlo na venta

(conclusão)


Além de covarde, aquela senhora professora é também o espelho vivo da falta de rigor a que terá chegado a arte de educar e instruir neste nosso Portugal triste e quase sem esperança.
Já no começo do século passado pedagogos alertavam para as sequelas psicológicas causadas pelos maus tratos dos professores aos alunos.
Essa professora(?) e a sua directora, podem até desconhecer Maria Montessori ou Célestin Freinet, mas tinham obrigação de saber que, no ser humano, violência gera traumas, gera de novo violência.
É covardia a agressão a uma criança, já por natureza indefesa, mesmo quando ela se revela irrequieta e indisciplinada.

-S'tôras! Falem a esse menino, pedindo-lhe desculpa, olhos nos olhos... falem-lhe com afectividade, tenham alguma paciência... mesmo que seja contra a vossa natureza!

Porque se o fizerem, verão de novo honrados os vossos diplomas e profissão, que conseguiram com o vosso esforço, mas também com os impostos de todos os trabalhadores portugueses.
Xequim Sêco

gil

7 de janeiro de 2007

Professoras de pêlo na venta

(continuação)

Uma criança é agredida recorrentemente por uma professora, com o conhecimento da directora da escola onde lecciona.

Nessa escola, do Primeiro Ciclo, parece existirem professoras que herdaram do salazarismo, as normas do ensino.

Castigos corporais às crianças ("reguadas"), eram "permitidos" sim, mas no tempo do fascismo; Na época em que o ensino era ditado para não pensarmos.

Se já nesse tempo era pedagogicamente desaconselhado bater-se numa criança, uma vez que fosse, o que dizer então de uma professora que nos dias de hoje, bate repetidamente a um pequeno ser?

Sobretudo a uma criança que, ao que parece, é vítima (revoltada) do abandono a que foi votada pelos próprios pais.

Ele é o exemplo do menino que nasceu sem amor e em ambiente hostil - como aquele que no começo apontei - e que só outro tipo de sociedade poderá irradicar.


(continua)

5 de janeiro de 2007

Professoras de pêlo na venta

(continuação)

E por isso, passivamente, muitíssima gente continua a esperar (em frente ao televisor) por uma qualquer nevoenta noite de sexta-feira onde, improvavelmente, lhe anunciarão a sua ascensão ao topo da pirâmide, através do euromilhões.
Até nós - que não estamos muito longe do vértice dessa pirâmide - esperamos, inconscientemente, por outra Sexta-Feira de nevoeiro enquanto reivindicamos, ao som de um baile mandado, o que sobrou do banquete de salão farto que nos permite ter vivenda, casa de praia e carros, mas poucas vezes a felicidade!
Mas volto às crianças (afinal diz o poeta, e bem, "que o melhor do mundo são as crianças") para dizer que, mesmo numa sociedade melhor que a que temos, não bastaria para todas elas terem uma casa bem construída e família atenta.
A casa e a família, mesmo com esses meios adequados, não serão, pois, só por si suficientes para compensar a falta de qualificação de um professor.
O que não será quando a casa não existe, as carências afectivas de um lar estão ausentes e o professor não tem qualidade!
E tudo isto, que precede, vem a propósito de notícia que há tempos tive e me estragou o dia:

(continua)

3 de janeiro de 2007

Professoras de pêlo na venta

(Não há profissão que não tenha gente com "pêlo na venta")
Há muitíssimas crianças em Portugal que vivem em condições de verdadeira miséria.

As "casas" dos seus pais - sobretudo aquelas "construídas" nos subúrbios das cidades - não têm condições mínimas de salubridade (cerca de seis milhões de portugueses vivem sem saneamento básico).

E não há também as mínimas condições, dentro ou fora delas, para as crianças serem receptoras atentas dos mais elementares princípios de educação, por razões que os próprios pais desconhecem.

Miséria gera miséria...

Quase todos sabemos as razões disso, mas a maioria de nós prefere assobiar para o lado.

Sacrificamos os ideais capazes de nos conduzirem a uma sociedade diferente e nova, sem extravagâncias egocêntricas, em homenagem às utopias que nos impingem, a nós, que fazemos parte dos noventa por cento dos menos favorecidos economicamente.

(continua)

30 de dezembro de 2006

FIM DE ANO?



Imagem do blog:http://chavedespedro.blogspot.com/

28 de dezembro de 2006

retalhos da vida dum pequeno patife

(continuação)
Mais assustado que contente, por não ter antes realizado as verdadeiras consequências da malvadez que cometera, esgueirei-me para casa, sem me despedir do meu amigo.
Um mês depois, passámos a viver naquele cobiçado primeiro andar.
Os meus velhotes ficaram radiantes, já se vê!
E, talvez por isso, nunca lhes contei toda a verdade.
Nunca souberam que o filho, afinal, ao contrário do que pensavam, não era flor que se cheirasse.
Agora, em homenagem ao meu esforço para me tornar melhor pessoa, peço aqui desculpa, publicamente, ao sr. engenheiro e esposa, meus ex-vizinhos... pelo sim, pelo não... uma vez que já "partiram".
Fim- Xequim Sêco

gil

retalhos da vida dum pequeno patife

(continuação)

Como as escadas debaixo das quais eu dormia eram de madeira, com a extremidade de uma vassoura, comecei a acompanhar, a descompasso, os passos que o casal dava no subir das escadas.

Eles paravam, e eu parava. Eles reiniciavam, e eu reiniciava, sempre com "souplesse".

Um belo dia, ao ir brincar para a mercearia dos pais do meu amigo César, filho único como eu, escutei a conversa, em surdina, que a "criada" do senhor engenheiro travava com a mãe do meu amigo.

"Os meus patrões vão sair daqui. Parece que hà qualquer coisa estranha na casa. Perguntaram-me se eu também ouvia barulhos estranhos na casa durante a noite. Eu nunca dei conta, disse-lhes eu!"
(continua-Xequim Sêco)

25 de dezembro de 2006

retalhos da vida dum pequeno patife

(continuação)
Apesar de medidos os prós e contras da decisão tomada, não havia dúvida de que nós os três perdemos alguma qualidade de vida, com a troca.

- Tens razão mulher. Isto, afinal, não é quarto nem é nada. Tanto nós como o Zézito, temos direito a dormir em lugares mais sadios.

E passaram a procurar, na vizinhança, sem resultado, dois quartos, com serventia a casas de banho.

Foi, a partir daqui, que meus verdadeiros instintos de malvadez começaram a despertar.

Passo a explicar:

No andar de cima do estabelecimento residia um engenheiro bem sucedido na vida e sua esposa.

Nunca soubemos se eram boas ou más pessoas, porque nunca nos cumprimentaram.

Só sabíamos, através da mercearia onde se mandavam aviar que, aos sábados, tinham por hábito ir ao casino jogar na roleta.

Ora, como eles sempre me acordavam ao regressarem a casa, lá para as quatro da manhã desses sábados, resolvi, a partir de um deles, experimentar o meu plano, tentando, "com um tiro, matar dois coelhos":

(continua - Xequim Sêco)

21 de dezembro de 2006

retalhos da vida dum pequeno patife

Meus pais, exploradores de modesto "café", situado em rua pouco movimentada, chegavam sempre "encharcados" nos dias chuvosos de inverno.
Do meu improvisado quarto, roubado à sala de jantar, ouvia-os, ao chegarem, lamentar-se do fraco negócio e também do incómodo que era, no inverno, depois das duas da manhã, terem que atravessar ruas e ruas até chegarem a casa.
- E o menino?... e se sucede qualquer coisa ao nosso filho, que para aqui fica sózinho durante tantas horas?
- Pois é mulher, mas o que havemos de fazer à nossa vida?!
Diálogos destes incomodavam-me, não por me saber só, a dormir, naquele velho T1.
Incomodava-me por causa da vida difícil que meus pais me parecia levarem.
Até que um dia, com satisfação minha, resolveram sacrificar parte de uma divisão do "café" destinada a arrumos.
E aí se instalou cama e mesinhas de cabeceira."O Zé vai ficar bem no vão das escadas, onde não se sente muito o barulho da noite.Vais ver! Forra-se tudo como deve ser e pronto!", disse o meu pai à "velhota".
Meu dito, meu feito. Pouco tempo depois deixaram de pagar o aluguer do T1 e todas as nossas trouxas foram transferidas para as trazeiras do estabelecimento.
(continua - Xequim Sêco)

18 de dezembro de 2006

Portugal III



O "tapado", desaparecido, foi encontrado.

Mas, infelizmente, sem corcunda(Aquele pequeno pormenor que o alcandorava a peça de arte).

E foi reposto, de imediato, "en su sitio".

Deixou de ser, de novo, um miserável buraco.

Perdeu em beleza - em relação à instalação anterior - mas ganhou em robustez. Espero!

Honra seja feita, agora, a quem a merece ; )

15 de dezembro de 2006

Quem te viu e quem te vê!



Memórias da minha terra, a preto e branco:

figueira da_foz.pps

NOTA: Lamentavelmente não consigo dar conta do contratempo que impede a visualização de todas as fotos. As minhas deculpas. 16.12.2007